Tiremos da sala de plenario a biblia, a vela, as flores e coloquemos as cadeiras encostadas às paredes. E sob a orientação de um animador, no grande espaço livre, situemo-nos, fechemos os olhos para ouvir o silêncio, sentir o peso do nosso corpo sobre os pés, tomar consciência da nossa respiração, etc... Depois, cada um pode ser convidado a caminhar lentamente pela sala, cruzando-se com os outros e olhando-os nos olhos (são permitidos os sorrisos), comprimentando-os, eventualmente dando-lhes um grande abraço. Muitas pessoas não estão acostumadas a este tipo de manifestações públicas. Mas a experiência mostra que o diálogo espiritual pode acontecer através de uma troca de olhares. Acabamos por discernir que abster-se de certos toques por pudor, pode impedir que o Espírito nos toque o coração. Outros toques, pelo contrário, podem ser sentidos como intrusivos e prejudiciais. E, surpreendentemente, descobrimos assim, aquilo para o que Ignacio provavelmente nos queria chamar a atenção quando propõe o que ele chama “aplicação de sentidos”: saborear com a ajuda uns dos outros, também no nosso corpo, o dom de Deus.
O lugar do corpo
Hoje em dia cada vez mais as transformações interiores são feitas através do corpo e não do intelecto. Para nos abrirmos à interioridade e nos dispormos a escutar a leitura da Palavra de Deus, porque não usar os recursos do nosso corpo?
Página inicial do sítio |
Contacto |
Mapa do sítio
| Entrar |
Estatísticas do sítio |
Visitantes :
241 /
397164
pt
Português
Nossa caminhada
?
